domingo, 28 de outubro de 2007

O meu sonho não vagueia livre e solto.



O meu sonho
Não vagueia livre e solto
Está preso nas entranhas do meu destino

É como um oceano
Pertencente ao hemisfério
Onde eu não vivo

É troço num caminho oposto
Onde se constroem ideais
Que alcanço somente em pensamento

É lágrima que mais choro
E preze que a Deus oro
Por tanto querer viver esse sonho

É frustração que dilacera
Os traços do meu rosto
Dando-me um ar melancólico

Este sonho não se desprende
Das entranhas que traçam o meu destino
E me fecham na clausura da redoma do tempo

Sonho ser livre e emancipada
Amada, feliz e apreciada
Como um verso num poema de esperança

Mas, todavia, os sonhos são poemas de fantasia!

domingo, 21 de outubro de 2007

O encanto da serpente


Não me quero envolver num apertado laço
Onde existem mãos que quase me estrangulam
E beijos que me sabem a veneno.

Não quero ouvir as manhas que escondem certas palavras
Nem ser enredada por quem se esconde atrás de máscaras
Para que eu não saiba quem representa personagens falsas.

Aos comentários que me soam a assobios de serpentes
Serpenteio-me de um modo fugaz
Para evitar que me piquem, mas por vezes, zás!

Por vezes sou mordida e mal tratada
Por serpentes que assobiam contra a minha pessoa
Mas a vida faz-me permanecer viva e serena.

Não me quero ver entrelaçada a uma fera
Mas só Deus saberá qual será a causa da minha morte
E se esta será provocada pelo encanto duma serpente.

domingo, 14 de outubro de 2007

Só o amor me deslumbra.


A luz dos meus olhos escurece
À medida que a noite cresce
O breu deixa-me num desejo que me cega
E deliro ao apalpar o teu corpo de poesia erótica.

És o manto que me cobre
E que me devolve a luz que me apraza
Em cada íris dos meus olhos nasce uma meia-lua
E vejo o céu estrelado quando para ti fico nua.

Durante toda a noite nos saciamos
E ao amanhecer, um raio de luz espreita os nossos corpos
Acordamos com o sol nos nossos olhos
E ofuscamos a manhã ao nos colarmos entre gemidos.

Só o amor me deslumbra e, me faz perder os sentidos!

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

As minhas escolhas para o concurso de poesia Caneta de Ouro 2007 - parte II

Escolhi:

- "Estou errado, estou confuso" - do poeta João Filipe Ferreira - http://lastgoodbadidea.blogspot.com/

- "A rosa que há em ti" - do poeta Nilson Barcelli - http://nimbypolis.blogspot.com/

- "Errâncias" - O profeta - http://profeciaeterna.blogspot.com/

- "Liberta-te e sente" - do poeta Sailing - http://marsonhos.blogspot.com/

- "Cubro o corpo com vestes" - da Poetisa Rosa - http://ocantodarosa.blogspot.com/

terça-feira, 9 de outubro de 2007

O amor é fogo!



O meu inferno desejou-te

E ardi por dentro enquanto não te possuí

Com fogo de artifício conquistei-te

E a tua erecta brasa entrou dentro de mim.


De ti conheci o fogo posto

No meu amor de verde prado

Explodimos em uníssono desejo

E em labaredas entreguei-te o meu corpo.


Abrasei-te com a lenha da minha boca

Com cuidado para não te queimar com a língua

Nem circunscrever uma fumaça quase extinta

Pela falta de acha na tua quente brasa.


Meu corpo,

Cansado de tanto te amar transformou-se em cinza!




Mark knopfler entrevistado no Brasil no Ano 2000.

"The Man's Too Strong" ;)


domingo, 7 de outubro de 2007

Farei do amor o único invólucro




Poderei estar cansada
Da cerca desta muralha
Que me invade, me cerca
E me prende entre uma braçada.

Sou prisioneira da circunstância
Da térrea origem da vida
Mas nascerei de novo a partir duma semente
E serei o rebento da minha liberdade.

Dentro dum cubículo, ganharei raízes para o mundo
E libertar-me-ei para o que quero e necessito.

E dentro da teia que construirei para mim
Viverei presa entre as grades que me agradem até ao fim.

E farei do amor o único invólucro, que cobrirá a nudez do meu corpo.
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NÃO ABANDONE!!!

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