sábado, 23 de julho de 2011

Onde jazem as vidas que já vivi?

 


Nas portas do infinito
Soltei a essência da minha pele
Entreguei o corpo para presente
Troquei as últimas palavras com a morte

Não ficou nada por dizer
Nada de novo a acrescentar na sina
Nem sombra que me siga

Enterraram o corpo que já não habito
Num dia de eterna noite
Obrigada a esquecer quem fui no passado
Obrigada a esquecer quem sem querer abandonei e amo

Foi a morte quem mais me matou
Resta-me vaguear pelos céus à procura da memória
Perdi os rostos de quem sinto ser meu
Esqueci para não sofrer e isso é o que mais me agonia

Dizem que um dia reencarnarei
Quando aceitar que a morte é prolongamento da vida
E a vida é um aprendizado que eleva a índole

Continuo vazia… onde jazem as vidas que já vivi?

sábado, 14 de maio de 2011

Vou desaguando quando rio


Vou desaguando quando rio
Despejando emoções noutro curso de água

Seguindo a corrente dum Rio que adoça
Ou transborda as margens com toda a força

Chegando ao Mar e provando o sal
Conservando as lembranças que embarcam na memória

Remoinhos que não saem da ria
Riachos da mesma água…

Turva.

Vou desaguando quando rio
Antes que os meus olhos lacrimosos enviem chuva.

segunda-feira, 18 de abril de 2011


 
Fez de nós letras
Juntou-nos e fez de nós frases
Somos dialecto da boca do inferno
Somos a voz que a crise demonizou.




quarta-feira, 4 de agosto de 2010

O teatro deixou de ser uma festa?!?!

 
Deixei de saber de ti…
Sei que partiste mas não sei onde chegaste
Elevou-te uma nuvem quando adormeceste
Esteve escrito no céu o destino que eu li…

Nos palcos onde brilhaste
Levantou-se o pano carregado de estrelas, para ti
Numa plateia sequiosa dum mestre…
Outrora cheia de brilho emanada da arte que aplaudi.

A nuvem elevou-te num profundo sono
Lágrimas de chuva inundam terra e solo
O teatro deixou de ser uma festa?!?!
Morre na corda bamba a tua guitarra sem som…

Mas tu não, és eterno!!!

sábado, 27 de março de 2010

SANDRA ARRUDA... uma fotógrafa de excelência.


...retratos de meros momentos

cuja beleza nos sensibiliza...

e, os olhos...

pousam...

fixam-se...

Viajam entre quimeras do Mar e da Terra...

AÇORES

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Escrevo nas linhas da palma da minha mão

 
Escrevo nas linhas da palma da minha mão
Realinhando a sina com novelas do coração.

Escrevo, reinvento, a estória da minha vida
Desde o presente, ofertado, até ao fim da linha, nunca anunciado.

Nestas linhas não se segue uma linha, uma corrente
A trajectória quase nunca é recta em toda a sua vertente.

Na encosta do monte da Lua…na palma da mão
Escrevo, reescrevo, mudo o alinhamento da direcção.

Alinho-me à linha do coração na curva da linha da vida
Como se a vida pudesse ser escolhida para depois ser vivida.

Escrevo-me porque não me pude escolher.

Haverá alguém que me escolha e me saiba ler?
Page copy protected against web site content infringement by Copyscape NOTA: A maioria das fotos publicadas aqui, no meu blogue, não são da minha autoria.

NÃO ABANDONE!!!

NÃO ABANDONE!!!