
Escrevo nas linhas da palma da minha mão
Realinhando a sina com novelas do coração.
Escrevo, reinvento, a estória da minha vida
Desde o presente, ofertado, até ao fim da linha, nunca anunciado.
Nestas linhas não se segue uma linha, uma corrente
A trajectória quase nunca é recta em toda a sua vertente.
Na encosta do monte da Lua…na palma da mão
Escrevo, reescrevo, mudo o alinhamento da direcção.
Alinho-me à linha do coração na curva da linha da vida
Como se a vida pudesse ser escolhida para depois ser vivida.
Escrevo-me porque não me pude escolher.
Haverá alguém que me escolha e me saiba ler?

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