quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Procurei para o mundo...



Procurei mudar a pele do mundo
A começar pelo seu aroma e pelo seu tom
Quis rejuvenescê-lo com giz novo
Dar um toque de piano ao seu som.

Procurei eliminar a cor pálida à sua tez
Banhando-lhe com águas de límpida fonte
Dividindo geometricamente os continentes
Toquei no mundo um novo acorde.

Procurei dar fertilidade a todas as terras
Fazendo com que chovessem chuvas de sementes
Dei alimento a bocas famintas de sémenes
E o mundo girou ao som de violas...

Procurei para o mundo… inúmeros consertos a solo.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Abraço... do nada nascem formas para tudo!



A noite abraça a cidade
Deleita-se com ela em lençol ocre
Numa junção de total entrega e posse
Num momento que perpetua a saudade.

Os rios abraçam os Mares
Pela noite que abraçou a cidade
Regaço aconchegante dum abraço
Regalo no leito do amante.

A cor abraça o incolor
E o Sol nasce para quem ama e é amado
E do nada nascem formas para tudo
Como um sentimento de arco-íris que nos impele ao abraço.

E a vida ganha outra cor: Claro sentido.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Há músicas que marcam e fascinam!

Eis um caso:

Richard Marx - Hazard - Who Killed Mary?

domingo, 4 de janeiro de 2009

Abri caminho entre os mares...




Abri caminho entre os mares
Águas de ópio e dores
Separei-as por um fio de vida
Uma onda de fé e esperança viva.

Abri a fonte dos meus olhos
E alaguei os mares com os meus rios
Águas de despoluídas lágrimas
Choradas por amor aos oceanos.

Abri caminho pelos caminhos salgados
E na salina repousei os olhos vidrados
Avistei poluídos tormentos afogados
E o Mar foi salvo do pior acto dos humanos.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Lua e Flor

Hoje, estou enamorada por esta bela música:




LINDA!!!

O poeta não ama somente as palavras?




O poeta ensaia a sua melhor veia poética
Incessantemente, em busca da mais bela palavra
Dedica-a à musa num belo poema
E diz-lhe que a deseja e ama.

O poeta amará a musa inspiradora?

Escreve-lhe cartas de amor com fidedignas promessas
E diz ser sincero ao abrir o coração a ela
Mas o poeta não ama somente as palavras?

"O poeta é um fingidor"!
E por vezes infringe dor…

Mas a musa sente… que as palavras são levadas pelo vento...
E o que resta?
Apenas o desgosto em verso.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Sem medo




No meu íntimo fomentava-se o medo
Sem temor arremessei-o para um sorvedouro
Um abismo tão profundo como o receio
Libertando-me do sufoco dum pesadelo.

Perdi o medo e a mórbida fobia
E destemida embarquei na barca da vida
Naveguei por rotas sem rumo à terra
Sempre impávida e serena.

Por fim, encontrei o meu caminho
Um destino chistoso e marejado
Aportei-me ao sabor do vento do alento
Vivendo de costa em encosta sem medo.

Sem medo… caminhei firme sobre o meu mundo.

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NÃO ABANDONE!!!

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